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Folha nua

por arresiur, em 30.04.15

no negrume da noite
uma página... espera
em silêncio

sôfrega por
letras
palavras
frases
ou mais

e ali permanece
invisível na sua existência perturbadora

concentro-me
mas sigo imóvel
não vou longe

escrevo
anoto

palavras confusas
desfiguradas

a pena falece

frustração

abandono

e a página... espera
sempre vigilante

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publicado às 11:40


Parto

por arresiur, em 24.04.15

história
amargas mentiras retorcidas
melancolia

luas e sóis
esperanças

lágrimas

porque me rio?

podes atirar-me palavras
podes subjugar-me com os olhos
podes matar-me de ódio

é a minha sensualidade que te incomoda?

cabanas de vergonha
sobre um oceano negro
deslizam na maré

deixo para trás a noite
o terror

levanto-me
neste maravilhoso amanhecer

no declínio dos meus ancestrais
elevam-se as esperanças do escravo

e sonho
e parto

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publicado às 19:44


014

por arresiur, em 19.04.15

espíritos antigos
professam
dualidades

poesia

vidência
no assento do vinho

um céu erótico
talhado
nas pradarias
sobre
a ilha comprida

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publicado às 19:13


Um antídoto chamado poesia

por arresiur, em 15.04.15

cai a noite.

estou só,
desamparado nesta estranha tristeza,
e na melancolia da solidão
deste espaço
sinto o cansaço.

tento encontrar conforto
nas rimas das palavras
que aqui escrevo.

sinto preguiça.

e na ira desta fobia,
refugio-me na poesia.

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publicado às 20:31


Semeador de chumbo

por arresiur, em 09.04.15

o vento fazia o pó levantar.
de olhar maduro,
óculos de protecção,
casaco preto e chapéu,
ao peito um medalhão.
ele era um rapaz nobre.
nunca se tinha visto ninguém como ele.
que segredos antigos estavam à espreita?
e ali estava ele,
flutuando na magia da brisa.
ao peito a mais perfeita arma de julgamento.
cano curto.
o segredo fora revelado,
e o carrasco chegava para mim.
com uma intenção maravilhosa de assassino malicioso,
Spyglass olhou-me nos olhos
e senti o vento no meu cabelo.
flashes de fogo na calada da noite.
a maravilhosa máquina de sua majestade.
gritei: "semeador de chumbo".
o sangue, escuro, corria, mortal.

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publicado às 20:52


Atrasa-te, se valer a pena

por arresiur, em 06.04.15

estranho

esta cidade
a sua personalidade
o seu cheiro

a minha casa
os meus lençóis

estou atrasado

o sol saúda as minhas cortinas
quero dormir para acordar

sorrio

água escorre pela bacia

paro no tempo

observo o teu dormir
um suave rosto

fazes o meu dia ter sentido

amo-te, mulher, minha mulher

café da manhã

há na minha mesa burocratas

sinto o teu respirar
só para mim

adormeço, recomeço

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publicado às 20:42


Introspecção

por arresiur, em 05.04.15

acordo
estou preso
na essência do meu ser
abro os olhos
vejo
mas não te vejo
és a imagem que me conta aquela história
tento transpor este rio que me consome
estou na margem da liberdade que me prende sem amarras
procuro-te
na serenidade imensa desses altos casarios
afecto
utopia
aventura
numa busca que perdura

eu, sou apenas...
o encantador de palavras
voando nesta folha como num tapete mágico...

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publicado às 17:41


Momento

por arresiur, em 03.04.15

oh! pobre alma

instante

sorte na distância

momento

outro momento

felicidade

e a noite cai

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publicado às 23:50


Não

por arresiur, em 29.03.15

não olhes para o meu rosto
não tentes descobrir quem sou
não me peças um sorriso
não apontes os meus defeitos
não me condenes
não me enalteças
não me aprisiones
não me tentes dominar
porque só assim poderás ser feliz

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publicado às 22:35


Jardim

por arresiur, em 25.03.15

procuro no meu jardim
o cheiro adocicado da paixão
o desejo inebriante do pecado
aquela sensação de imensidão

procuro no meu jardim
o sonho da liberdade
esse desejo ocultado
nas teias da maldade

procuro no meu jardim
esse aroma fulminante
que exala do teu corpo
pela tua respiração ofegante

procuro no meu jardim
esse prazer anunciado
e pelo anseio contido
no clímax apaixonado

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publicado às 22:12


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